quinta-feira, 24 de maio de 2012

Filhos em casa: o que fazer?


O que podemos fazer quando as crianças estão em casa e de alguma forma  ajudá-la nos estudos, na aprendizagem?
Se observarmos estas são ações importantes em qualquer período do ano letivo. Pensando rapidamente seguem algumas sugestões para quem tem criança pequena na escola.

1- Incentive sempre a leitura de livros, folhetos, gibis e tudo que circula entre nós.Assim a criança começa a perceber a importância de ler.

2- Adquira revistinhas de passatempos que estejam de acordo com a idade dela.Palavras novas aparecem e o vocabulário é ampliado.

3- Confecção de livrinhos com papel sulfite registrando passeios, historias inventadas e tudo mais.Ou mesmo de quebra-cabeças com imagens coloridas por ela.

4- Construção de brinquedos e engenhocas com sucatas.

5- Brincadeira com palitinhos, tampinhas e materiais para contar.

6- Jogos pedagógicos encontrados nas lojas d que atendam a curiosidade e necessidade da criança.

7- Visita a sites infantis para quem tem acesso a internet.

8- Visita a Biblioteca Pública da cidade para que a criança aprenda a conviver com esse espaço de leitura.


9- Visita aos museus da cidade....

Enfim.....


São muitas as opções para estimular as criança, vale pensar na sua própria dinâmica e escolher o que adapta melhor. Só não vale ficar parado !!! 


Vale lembrar que a família apoia o ensino e que se torna preocupante quando assumem a função de ensino , pois a metodologia usada pelo professor vem carregada de intencionalidade e de propósitos específicos para cada criança.

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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Guardados de afeto

"Dia das mães? Dia dos Pais? Pra comemorar? Vamos comemorar o dia da Família."

Essa discussão  permeada por questões comerciais, políticas, pedagógicas, costumeiras ou como queiram chamar ...fez e  faz parte de muitas  discussões e reuniões ao longo da minha carreira docente. Não é coisa nova. Aliás, nem precisaria existir tantos discursos se na sociedade em que vivemos pai, mãe e família fossem de fato prioridade.

A sociedade mudou, a família mudou e  a escola tem que mudar. Concordo. O que ainda me leva a momentos de reflexão é a essência da mudança. Celebrar datas não deveria ser a essência, mas sim os valores. Festejar para consumir não contribui na formação de crianças e jovens de forma positiva.

Confeccionar pequenos cartões e recados para as pessoas da família poderia ser prática cotidiana. Estamos carentes de afeto e consequentemente de demonstrações desse afeto. Presenciamos manifestações de muitos desafetos, basta ligar a tv, olhar pela janela do carro, ler os jornais.

É necessário cultivar o que é bom, que faz bem a alma. Pensando nisso, abri meus guardados (leia este outro post) para dar forma as minhas ideias. Lembranças que nutrem a vida da gente e que muitas vezes foram produzidas no espaço da escola e que se perpetuam em nossa casa e vida cotidiana.

Afetos guardados para sempre


Nesse contexto compartilho um texto precioso que tive o contato via Jornal Estado de Minas  em abril de 2003. Guardo o texto original, folhas amareladas que traduzem a essência de que o "velho" deve ser guardado, preservado, mas depois pode ser compartilhado. Transcrevo o texto de Fernando Brant.Jornalista mineiro que admiro e que gentilmente compartilhou por email o que agora transcrevo. Desde já agradeço ao autor pelo gesto de partilha.

Compartilho o texto  como convite para que cada um leia e pondere : Qual tem sido o espaço e a essência da família? Como andam nossas demonstrações  de afeto?
Boa leitura e se puder deixe seus comentários. Abraços carinhosos....

          OS GUARDADOS DE MEU PAI.
É uma sorte ter um pai como eu tenho. Não o considero coisa rara pois me acostumei a conviver com o tipo de gente que ele é. Ele e minha mãe.
Sempre muito organizado e justo, foi melhorando a cada pedaço de tempo que foi vivendo. Viver é ir-se aperfeiçoando, crescendo em humanidade. Ficou uma fera quando chegou o tempo da aposentadoria compulsória. Se iria continuar recebendo, o certo era continuar trabalhando. O serviço público prescindir da experiência e do conhecimento que adquirira parecia-lhe insensato. Mas assim é a vida e ele teve que continuar criando projetos existenciais por conta própria.
Pai de dez filhos, pai de onze porque a caçula durou pouco, ele foi colecionando, ao longo do tempo, os pequenos pedaços da história de cada um deles. Para cada um, uma pasta. Resolveu, recentemente, distribuí-las aos personagens. Recebi a minha na última semana.
Todas as reportagens sobre minha trajetória estão lá. Carinhosamente, ele coletou tudo que se escreveu a meu respeito e que ele teve conhecimento.
Mas o toque mais fundo, o que estraçalha de emoção a alma, são os    
boletins, as carteiras de estudante, os flagrantes do rapaz que eu fui e que ele guardou para que eu possa, hoje, ter uma noção dos meus primeiros passos. E poder avaliar se o que eu sou corresponde ao que eu era e prometia ser.
Na caderneta de estudante, minha mãe avisava que havia motivo justo para que eu chegasse atrasado ou faltasse à aula. Sua letra, aquela belíssima letra que todas as mães professoras tinham, redondamente afirmava ao colégio que a família estava ciente da trajetória do filho.
O convite de formatura do ginásio, com os nomes de todos os colegas em ordem alfabética, me transporta para salas de aula, recreios de bola de meia, padres neuróticos e uma meninada que poderia ter sido mas não sei se foi. Já o da Faculdade de Direito traz à memória o fato de que o Hildebrando foi o orador da turma, pequeno e audaz como sempre.
No meio dos guardados de meu pai, uma carta que escrevi para eles quando estava me acostumando ao casamento, no tempo em que eu tinha a idade para ser, hoje, irmão do meio de minhas filhas. “ Tudo legal na Ilha Grande, ou Abraão- que é assim que eles chamam a cidadezinha onde fica a casa em que estamos. Um dia chove, outro faz sol: mas é bom, pois assim a pele vai se acostumando. 150 praias e 80 cachoeiras existem ao longo da ilha – é o que me disse um interno do presídio. Não sei se é verdade, pois até agora só conheço uma, em frente à casa em que estamos, bonita, calma, larga. Nos quintais, coqueiros, bananeiras e abacaxis nativos lembram bem este tipo de ilha tropical. A 50 metros da casa, sardinha de graça, ê maravilha”. E a carta se encerrava com o filho acalmando a todos. Estava sendo muito bem tratado pela mulher. “ Fiquem tranqüilos, eu não fugi, eu estou aí.”
Glória aos pais que cuidam assim, que conservam assim a história dos filhos.
                                                      FERNANDO BRANT.

sábado, 21 de abril de 2012

Diversidade de materiais e estratégias no ensino

A diversidade de imagens e notícias que nossas crianças recebem diariamente pela tv e pelo mundo digital nos desafia a tornar as aulas mais dinâmicas, envolventes.
Sem perder o foco do objetivo de ensino e aprendizagem podemos criar situações desafiadoras para os alunos.

Muitas vezes desistimos de  usar alguns materiais crendo que as crianças acharão simples e não darão valor. Mas é exatamente o contrário.
Levei um quebra-cabeça simples para a turma montar e depois colar as peças. Muitos tiveram dificuldade com recorte e colagem. Desafiados em duas outras situações já estão craques e querem um mais complexo.
Desafio em curvas depois de ouvir a história


Desenho colorido na Páscoa que virou quebra-cabeça

Além desse desafio venho acrescentando materiais durante as aulas .

Combinados da turma ilustrados elaborados e ilustrados por eles

Material dourado no aprendizado da dezena
Qual é o meu tamanho? Medida com barbante

Não há uma proposta inovadora no ensino, mas há a sensibilidade em perceber o que motiva a turma a participar e aprender. Esforço diário de ser professora. Abraços Beloní


sexta-feira, 23 de março de 2012

Brinquedos e lojinha

Conversando com a Carol pelo facebook lembrei-me de um projeto que desenvolvi em 2009 junto aos alunos e que foi muito gratificante.

Confeccionamos brinquedos com sucata e materiais disponíveis em nosso dia-a-dia . Para iniciar a construção dos brinquedos cada um fez o projeto em desenho e descrição  em uma ficha com o nome do brinquedo, materiais que precisava  e como brincar. 
Petecas feitas por mim e enfeitadas pelas crianças

Alegria geral

Tudo embaladinho com etiquetas e tudo mais

Bilboquê com  garrafinhas que juntamos na sala na hora do lanche 

Tabela feita no quadro com ajuda dos alunos

Brinquedos de rolinhos de papel, eva e tampinhas

Depois de tudo pronto marcamos e montamos uma lojinha com preços, etiquetas e dinheirinho. Momento de rica aprendizagem.

Fica  a dica.... vou repensar esse projeto para executar com minha nova turma !!!

Essa dor tem outro nome

Quando a vida está calminha a gente reclama que não tem nada para fazer, mas quando está tudo num movimento intenso o cansaço chega rápido. Faz parte né ...
Passei as férias achando tudo tão calminho lá em Portugal e agora estou maluquinha com tanto trabalho. Mas sou suspeita, pois amo o que faço.

Hoje mesmo, em minha sala, conversava com meus alunos sobre o tema do livro de literatura "Essa  dor tem outro nome" buscando repensar com eles as tantas queixas que a meninada traz; "Minha cabeça está doendo", "Tia, minha barriga tá doendo" ... e assim vai. Muitas vezes as tais "dores" nem sempre prosseguem, pois depois de uma atenção, um abraço ou uma palavrinha eles melhoram. E foi isso que a personagem do livro Laura passou. Você já leu esse livro? Precisa conhecer.





Voltando a minha aluna e a conversa... procurando conhecer os nomes da nossa dor como tristeza, medo, manha etc, ela diz "Meu pai não tem dor de raiva, não. Mas ele tem dor de stress... fica estressado com os alunos dele."  Quase  morri de rir dela, mas me contive.

Logo disse a ela que eu não me estressava com eles, mas com a pilha de coisas para fazer. Aliás , coisas que eu mesma invetava por minha conta como fazer fantoches, desenhar, inventar jogos e assim vai. Aí foi ela que morreu de rir de mim.

O nome da minha dor se  chama "cansaço". Ainda bem que tem cura . rsrs

Terminei a tarde e a semana exausta, mas quando me lembro dos papinhos que tenho com eles na sala, vou logo me  alegrando. 

Deixo o convite para que leiam o livro. Ok??? Bom fim de semana.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Férias merecidas ou de volta pra casa


Viajamos nos últimos dias de dezembro para Portugal com muita vontade de aproveitar ao máximo as férias e rever minha irmã querida que já estava por lá desde setembro do ano passado fazendo parte do doutorado.

Foi a primeira vez na minha vida que fiquei tanto tempo fora de casa ... e achei que 33 dias foi muito tempo. Anotei rabiscos em meus caderninhos e agendas das coisas que passavam pela minha cabeça para depois vir aqui no Conversa Mineira e registrar tudo. Grande engano!!! Há tanta coisa legal para contar que daria um post por dia rsrs

Bem, sendo assim resolvi fazer meu diário de viagem e anotei as principais ideias e quando o tempo for surgindo vou comentando.

Vivi muitas experiências interessantes, reflexões sobre a importância do próprio dia-a-dia que me levam a valorizar a vidinha que tenho aqui. Que vidinha gostosa!

Amei conhecer Portugal, especialmente a cidade de Braga na qual ficamos mais dias. Lugar gostoso, sossegado e com um ar de "que vida pacata posso ter"..rs

Quando voltei pra casa com a Isabela, minha filha e companheira inseparável de viagem, encontramos uma mesa carinhosamente arrumada com um lanche saboroso e muitos abraços de saudades do marido, dos filhos, nora e dos peludinhos. Até dos cães senti saudade.. rsrs

Aconselho a todo mundo que puder se aventurar a conhecer além mar que acreditem que é possível. Tudo bem que a gente fica meio apertadinho na grana, mas valeu cada centavinho.





sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Visita a Escola da Ponte


Conversando nas redes, muitos amigos me pediram para contar sobre a visita a Escola da Ponte, então procurei sintetizar aqui algumas fotos e informações para que conheçam um pouco do que vi. Boa visita virtual!!! Depois deixe seu comentário, combinado?

Entrada da escola


Secretaria (prédio anexo)

Pintura no muro da escola


Brincando de entrar pela pintura
Desde o ano passado tínhamos uma visita agendada para a visita a Escola da Ponte que é uma instituição pública de educação básica. Já há muitos anos li sobre a  escola nos textos do querido Rubem Alves, mas não imaginava que teria a oportunidade de visitar a escola. 
Assim partimos cedinho para  a estação de comboio com um  frio intenso. Chegamos bem cedo e acompanhamos o movimento da entrada dos alunos.
As visitas são agendadas com antecedência pelo site da escola há o email de contato.
O maior desafio na escrita desde texto e na maneira de ver a escola da Ponte está na reflexão de Rubem Alves

"Gente de boa memória jamais entenderá aquela escola. Para entender é preciso esquecer quase tudo o que sabemos. A sabedoria precisa de esquecimento. Esquecer é livrar-se dos jeitos de ser que se sedimentaram em nós, e que nos levam a crer que as coisas têm de ser do jeito como são. Não. Não é preciso que as coisas continuem a ser do jeito como sempre foram.



Vale dizer que a sala de "Consolidação" possui o nome de Rubem Alves, inclusive escrito na porta" e as demais salas homenageiam outros pensadores.

Prossigamos então  em nossa visita. =)

 A visita foi realizada em companhia de duas outras educadoras Aldeci e e Cristiana, ambas doutorandas  na Universidade do Minho. Faço o relato em meu nome e as vezes utilizo o plural por me lembrar que elas estavam comigo, mas as  opiniões do relato são minhas. Fomos recebidas por dois alunos que nos apresentaram a escola. Julio e Luiza  nos explicaram cada espaço e ações, mas tudo bem rapidinho, daí as fotos não foram  bem tiradas.

Logo de início os alunos nos apresentaram os Direitos e Deveres dos visitantes.Caso você queira mais informações deixarei a indicação de alguns links.


Parece que a vida da escola é divulgada nos murais

Em todas as salas há estantes com materiais disponíveis para que os alunos usem durante as aulas ou levem para casa como empréstimo.

Visitamos quatro salas que atendem aos alunos da educação básica, mas que recebem nomeações diferentes:Primeira vez, Iniciação, Consolidação e Aprofundamento. A turma da Primeira vez estava vazia no momento da visita, destina-se as crianças que estão chegando a escola e ficam durante o ano para adaptar e  conhecer o projeto da escola.

Em cada sala há  dois ou três professores orientadores da turma.



Alunos trabalham em  mesas e pequenos grupos. Durante a aula há uma música ambiente que  auxilia no controle do barulho ambiente.
]

Todas as informações  e ações são postadas em murais pelos alunos e professores.

Conteúdos, registrados em forma de objetivos, são afixados nos murais de acordo com a área de conhecimento para que os alunos escolham o que vão estudar.

Os alunos fazem a autoavaliação de suas atividades diariamente.

A forma de organização da escola é muito interessante e nos desafia a quebrar paradigmas no ensino brasileiro e modificar nossa prática pedagógica. Há muitas coisas que vi que contribuirão na minha prática e que já me fazem pensar. É fato que já havia assistido ao programa de visita dos professores brasileiros a escola, promovido pelo Fantástico.Assim, nem tudo era surpresa para me causar o encantamento...

Em todo instante busquei observar algumas coisas que gosto muito na escola brasileira para ver como elas acontecem na Escola da Ponte. Lembrei-me da  Eseba ao ver estas placas indicativas feitas com apoio dos alunos.



Como a visita é muito rápida e não tivemos momentos com os professores, coisa que considero uma estratégia estranha, pois como educadora gostaria de dialogar com os professores livremente como fazemos no Brasil. Há uma abertura, indicada no painel de Direitos e Deveres do visitante" para se aguardar o período de aulas e se conversar com um orientador. Não me senti a vontade para isso, a visita parece padronizada e meio que "formal".

A proposta é de que os alunos sejam autônomos,assim eles elegem o que desejam estudar na quinzena  e diariamente retornam a esta seleção para eleger o estudo do dia.Tudo é registrado e compõe o portifólio individual.As atividades são corrigidas pelos professores e toda quarta feira eles tem acesso ao material corrigido.


Os alunos contam com o apoio uns dos outros e registram no mural "Preciso de ajuda" se precisam de ajuda para aprender algo ou se podem também ajudar ensinando o que aprenderam.


Assim que o aluno se sente preparado para a avaliação registra no mural " Já sei" que já domina o determinado conteúdo e o professor pode avaliá-lo.

Quando há algo que incomoda alguém pode se registrar no mura "Acho mal" e assim eles em assembléia podem dialogar sobre o escrito. Aliás, vale dizer que tudo é discutido em assembleias com a participação dos alunos, professores e pais. Diálogo é tudo!

Bem, estive atenta aos murais de literatura e não percebi uma divulgação grande. Há livros suspensos pelas salas que são indicações de um grupo de alunos responsáveis por essa área. Também há  estantes de livros para leitura em sala. Para se levar para casa o aluno registra no mural seu nome, data e título levado.

A arte na escola aparece nos trabalhos dos corredores e o Julio me disse que eles possuem aulas de música, drama e outar que ele não se lembrou. Não há uma sala de artes. Encontrei poucos materiais visíveis, inclusive por que nas normas os visitantes só podem ter acesso aos materiais dos murais.

O que me incomodou muito foi a ausência visível do Brincar na escola. Em momento algum vi brinquedos, nem foi nos dito que essa é uma proposta da escola. Havia uma pintura de um possível caracol para se pular, pintado no chão da área externa, mas está tão apagado que nem sei bem se era um.

A escola possui uma pequena quadra, mas nos disseram que fazem as aulas de educação física em outro espaço fora da escola .

Apenas a turma de aprofundamento (mais velhos) possui um laboratório para as experiências da turma, mas não tivemos acesso.

O refeitório e cozinha ficam juntinhos no mesmo espaço.Cheirinho bom de lanchinho durante a visita.


Enfim, as crianças que nos atenderam são muito eloquentes, explicam com clareza, conhecem a escola e sua estrutura e se mostraram comprometidas com o ensino, a escola e sua própria aprendizagem.

Mais questões sobre a escola é só  visitar  o site que possui inclusive um espaço de Perguntas Frequentes.
Este é o registro de impressões e leituras de uma educadora brasileira em espaço português sem o devido aprofundamento das questões e de um diálogo maior para tirar as dúvidas. Toda impressão e contato com o novo me perpassa e me constitui. Com certeza  a visita a Escola da Ponte me causou estranhamentos, desejos e desafios que contribuirão para a minha  prática docente.


Fico aqui refletindo sobre a inscrição no cartaz da escola....."Mude, mas comece devagar, porque a direção e mais importante que a velocidade"




quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Conversinha desde Braga


Saudade tem sido um sentimento recorrente nos últimos dias, pois ficar muitos dias fora de casa não é algo habitual para mim. principalmente se  família não está toda juntinha, como agora.
Conhecer novas cidades, novos espaços tem sido oportunidade importante e a companhia da Isabela é um presente.
Enquanto os dias passam aqui em Braga estou inventando coisinhas para passar o tempo, pois como faz muito frio não temos como ficar na rua o tempo todo.



O bordado faz parte da cultura local e por isso me apropriei dele para re-significar os meus dias até a volta para casa.


Junto com a Isabela tenho aprendido a me cuidar e valorizar pequenas coisinhas como me atrever a pintar as unhas de uma cor que nunca havia me permitido. Nunca gostei do vermelho nas unhas, mas até que ficou legal.


Braga é uma cidade tranquila, possui um patrimônio histórico maravilhoso e ao mesmo tempo espaços interessantes. Andando pelas ruas me encantei com essa casinha. Fiquei curiosa para conhecer o seu interior e ate morar em uma semelhante . rsrs
Andar pelas ruas de Braga foi um sábio conselho que recebi de uma amiga que morou aqui por um ano enquanto ela fazia o pós-doutorado. Ela tem razão, há muita beleza por aqui.

Mesmo me aventurando nas pequenas coisas não posso negar a existência da saudade do Brasil. E quando voltar para casa sei que as coisas se inverterão e terei saudades daqui. Coisas do ser humano.

Diante de tudo tenho um coração agradecido a Deus por tudo que vivencio e sinto consciente da verdade de sua Palavra "Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus"

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Torre de Menagem







Torre de Menagem em Braga


Conheci a Torre de Menage por meio do programa Muito Giro da Multishow. Depois que cheguei em Braga fiquei curiosa por conhecer o espaço, mas a torre não estava aberta..rs
Assim investiguei a construção delas.Muito interessante e já deixo o registro.

"As torres de menagem, especialmente nos primeiros tempos, tinham muito poucas aberturas para impedir que os projéteis dos inimigos alcançassem os defensores. As poucas aberturas consistiam de frestas para o disparo de flechas. O andar térreo não possuía aberturas, encontrando-se a entrada no primeiro piso. O acesso à entrada era apenas possível por uma escada de madeira, facilmente removível ou eliminada. Assim, em caso que o resto da estrutura fosse tomado, a torre de menagem funcionava como último reduto de defesa, como um castelo dentro do castelo."

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Pelas ruas de Braga, Portugal.

Estamos em Braga há 3 dias e já nos apaixonamos pela cidade.Lugar  organizado, romântico, limpinho, sem correria no trânsito nem gente afobada. Construções  e arquitetura maravilhosas.


O frio não é intenso, mas dá para sentir a enorme diferença do cerrado brasileiro. Um amontado de roupas e edredons para dar conta de nos aquecer.


 E o sotaque? É muito engraçado ouvi-los falar.




Estou com saudades do nosso feijão.Mas hoje almoçamos no Silvas. Um glamour.Os garçons nos atendem como se fossemos clientes assíduos e a comida é deliciosa. Mas é necessário esperar um lugar, pois no inverno tudo fica fechado e não há como colocar mesas no lado de fora. Então fomos servidas em um balcão, um ambiente acolhedor e quentinho. Que elegante, entrar e deixar o seu casaco no cabideiro enquanto faz a refeição.

Na casa da mana Aldecí o tempo é só de risada com as novidades portuguesas. Não é piada, mas tem muita coisa para ser rir, depois conto melhor.
Minhas companheiras de viagem Isabela, Tatiane e Aldecí são fofas.


Passeando pelas ruas a minha vontade é fotografar tudo, acho que inventarei uma máquina para se colocar nos olhos e é só piscar e pronto.

Lojas com liquidações é a palavra mágica. Dá vontade de se comprar tudo o que se vê. Pena que a grana é curta.

Para não acumular a prosa deixo este pequeno post, em outro momento, de menos cansaço escrevo mais. 

domingo, 25 de dezembro de 2011

Arrumando as malas


Não vou passar pelo sufoco de levar muitas coisas na mala. Mas confesso que viajar em época de frio é complicado  e espero levar o necessário sem passar frio, né? rs
Já estamos na expectativa (Isabela também) desejando que 5ª feira chegue rapidinho.
Desejo a todos um ano novo muito feliz e abençoado. 
Postarei notícias por aqui.
FELIZ 2012

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Férias em breve



Depois de um ano tão especial e com tanto trabalho  estarei em breve om férias especiais. Visitarei minha mana na cidade de Braga, Portugal . Mas por enquanto o trabalho é dobrado na escola.
O atelier e a loja Bela Cacique entram em período de férias prolongadas. Não estamos aceitando encomendas e retornamos em fevereiro com muita novidade.
Farei um espaço especial para contar como Isabela e eu aproveitaremos os dias na Europa. Aguardem e continuem no Conversa Mineira.

FELIZ NATAL A TODOS!!!

domingo, 4 de dezembro de 2011

Sucesso na apresentação do projeto Amor pra cachorro




Nossa apresentação foi um sucesso. As crianças estavam afiadinhas com as informações sobre os cães. Os visitantes elogiaram e elas se sentiram muito valorizadas.

Havia muito material a ser exposto, muitas ideias ainda para se realizar, mas o projeto precisa de um fim. O ano letivo termina em breve.

Quem sabe em 2012 não amplio o projeto para outros espaços também.
No dia do evento meu querido José Henrique me deu maior força e tirou lindas fotos e sou muito grata a ele.
Agradeço também aos patrocinadores Ronivania da Nutrivet e ao Carlyle do site "Achei seu pet".



sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Projeto Amor pra Cachorro

O nosso evento está chegando e estamos animadíssimos. Para os amigos que moram na cidade de Uberlândia será um prazer recebê-los em nosso Congresso da Eseba no dia 26 de novembro de 9 h   às  11 h .